Evento em Brasília lança VOTO Mídia e revista V

calendar 19 de março de 2026
user Carlos Graieb

Após mais de 20 anos de história, o Grupo Voto embarca em uma nova fase com o lançamento da VOTO Mídia. Mais que um braço editorial, a iniciativa chega para resgatar a essência do bom debate político em um novo espaço de diálogo sério, amplo e seguro.

A nova plataforma conta com a revista V, de publicação mensal; um novo site de análise política e econômica; vídeos e podcasts; e redes sociais fortalecidas. O lançamento oficial ocorreu na noite desta terça-feira (17), em Brasília. O evento reuniu parlamentares e lideranças empresariais que celebraram o projeto em um debate sobre políticas públicas. O tom da noite deixou claro: a política não é neutra, é escolha, posicionamento e composição.

Debate

Durante o evento, lideranças destacaram desafios urgentes e caminhos possíveis. A governança pública, a necessidade de coerência entre discurso e realidade, a harmonia entre os poderes e a transparência no uso dos recursos foram pontos centrais das discussões. Houve também a defesa por políticas públicas com responsabilidade fiscal e foco no crescimento econômico. Outro tema de destaque foi a urgência de rever o tamanho do Estado brasileiro. Esse debate estrutural impacta diretamente a eficiência e os investimentos do país.

O deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) trouxe uma reflexão sobre a natureza da política. Em sua fala, enfatizou que o ambiente político é, por essência, marcado por posicionamentos claros. “A política sempre tem um lado. Sim ou não, direita ou esquerda, governo ou oposição. O centro é o resultado da política, não o começo”.

O papel dos três poderes

O deputado federal Danilo Forte (sem partido-CE) apontou a necessidade de ações urgente para a melhoria da governança do país. Segundo ele, há um descompasso entre o Brasil real e o Brasil do discurso, fato que exige um olhar mais atento do Legislativo. “É papel da política, sim, buscar um parâmetro de coerência”, destacou. Ele defendeu a necessidade de harmonia entre os poderes, baseada no respeito institucional. Alertou que sem transparência no uso do dinheiro público não haverá avanços consistentes no país. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, também fez essa defesa.

Forte ainda apontou que o crescimento econômico é peça-chave para alterar a lógica atual da política e defendeu maior rigor na execução das emendas parlamentares. “Eu defendo a tese de 100% impositivo, como nas grandes nações”, disse, sinalizando apoio a um modelo em que as destinações dos recursos reservados aos deputados e senadores tenham cumprimento obrigatório pelo Executivo.

Encerrando o ciclo de falas, o também deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), líder da bancada de seu partido na Câmara, chamou atenção para um debate estrutural que, segundo ele, não pode mais ser adiado: o tamanho do Estado brasileiro. Para o parlamentar, enfrentar esse tema é essencial para qualquer agenda de modernização e eficiência da máquina pública.

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