No começo dos anos 1990, a influente revista britânica The Economist cunhou o termo “brasilização” para imaginar um cenário global futuro de elevada desigualdade social, erosão da confiança nas instituições e agravamento da criminalidade. Neste início de 2026, a publicação retomou a palavra num sentido econômico mais restrito – mas ainda como alerta para países desenvolvidos.
Na sua versão atual, a “brasilização” se refere à combinação de alto endividamento público, pressões inflacionárias que exigem manter os juros em patamar elevados e restrição orçamentária para investimentos estratégicos.
O primeiro termo dessa equação – o déficit fiscal – é bem conhecido de grandes economias, como a americana. Mas elas nunca tiveram dificuldade para obter financiamento no mercado global, o que significa que não precisaram pagar mais pelo dinheiro, ou seja, oferecer taxas de juros maiores. A confiança na economia e nos governos dos países ricos é o que pode estar se erodindo, segundo a Economist.
Portanto, não se orgulhe se alguém falar de “brasilização” perto de você. Trata-se de um mal exemplo.